
Georges Franju
- Direção
- 12 de abril de 1912 · Fougères, Ille-et-Vilaine, France
- 5 de novembro de 1987
Biografia
Georges Franju foi um cineasta francês. Ele nasceu em Fougères, Ille-et-Vilaine. Antes de trabalhar com o cinema francês, Franju teve diversos outros trabalhos. Franju também esteve temporariamente no exército na Argélia e foi dispensado em 1932. Após retornar, Franju estudou para se tornar um cenógrafo e criou cenários para casas de música, incluindo o Casino de Paris e o Folles Bergère. Na metade da década de 30, Franju e Henri Langlois se conheceram graças ao irmão gêmeo de Franju, Jacques Franju. Além de criarem o curta em 16 mm Le Métro, Langlois e Franju também criaram uma revista de curta duração e um clube do filme chamados Le Cercle du Cinema (O Círculo do Cinema) com 500 francos que eles haviam pegado emprestados dos pais de Langlois. O clube mostrava filmes silenciosos das suas próprias coleções, seguido por um debate informal entre os membros. A partir do Le Cercle du Cinema, Franju e Langlois fundaram a Cinémathèque Française em 1936. Franju deixou de se envolver com a Cinématheque Française a partir de 1938 e só voltou a se relacionar fortemente com o local na década de 80, quando ele foi apontado como diretor artístico honorário da Cinématheque. Em 1949, Franju começou a trabalhar em uma série de nove filmes documentários. A ocupação nazista em Paris e a industrialização que veio pós a Segunda Guerra Mundial influenciaram muito os primeiros trabalhos de Franju. Em Os Muros do Desespero (La tête contre les murs) de 1958, Franju passou a fazer filmes ficcionais. Seu segundo filme foi o terror Os Olhos Sem Rosto (Les Yeux sans Visage) sobre um cirurgião que tenta reparar a face arruinada de sua filha costurando rostos de outras mulheres bonitas nela. Seu filme de 1963, Judex foi um tributo ao seriado Judex e Fantomas. Nos anos mais tardios da vida de Tardu, seu trabalho cinematográfico se tornou menos frequente. Franju ocasionalmente dirigia para televisão, e na década de 70 ele se aposentou da produção de cinema para presidir a Cinématheque Française. Em seu estudo sobre a nova onda do cinema francês, Claire Clouzout descreveu o estilo de filmes de Franju como "um fantástico realismo comovente herdado do surrealismo do cinema cinéfilico de Jean Painlevé, e influenciado pelo expressionismo de Lang e Murnau". O foco de Franju era no aspecto visual do cinema, que, segundo ele, marca o diretor como um auteur. Franju dizia não ter "o dom de escrever histórias" e se focou no ato de, segundo ele próprio, "pôr em forma" ao fazer seus filmes. Franju também foi extremamente influenciado pelo surrealismo. Ele usava elementos do surrealismo e o choque do terror em seus filmes para conseguir "despertar" sua audiência. Franju teve longo histórico de amizades com surrealistas renomados como Andre Breton, e a influência deste movimento é evidente em seus trabalhos. Franju usou estes elementos para combinar terror, história e um comentário de forma irônica nos ideias de progresso moderno. Franju uma vez disse "É a má combinação, é a síntese errada, constantemente sendo feita pelo olho enquanto ele olha para o lado, que nos para de ver tudo como estranho." Descrição do artigo da Wikipédia de Georges Franju.
Conhecido por
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